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Ao enterrarem uma garrafa no olival de um
monte alentejano, contendo dentro os seus desejos de adolescentes,
Laura, Artur e David partem na demanda dos mistérios
da amizade e do amor.
Poderão estes ser entendidos à luz das leis universais,
aquelas que explicam os fenómenos físicos da terra
e dos astros? Ou obedecer às regras de nobreza de que
falavam as novelas medievais? Ou apenas inspirar-se nas melodias
doces cantadas pela voz dos bardos?
Numa história que começa no verão de 1978
e se prolonga até ao final do século XX, saltando
entre Portugal, a Inglaterra, algumas cidades da Europa, os
Estados Unidos e a Austrália, acompanhamos as dúvidas
e certezas ligadas ao processo de crescimento dos três
personagens principais. Elas surgem-nos narradas pela voz de
Laura, que, uma noite, ao olhar para os céus do Alentejo,
descobriu uma ideia “cósmica” de felicidade,
à qual talvez fosse possível chegar através
do fascinante mundo da Astronomia. É da sua
relação com as estrelas, personificadas por dois
jovens irmãos ingleses que regularmente passavam as férias
num local chamado “Monte dos Ciprestes”, que fala
“O Princípio da Atracção”.
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